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FOLHA DE S. PAULO - SP
Lula e SP 1 (Painel)
Nota melhora, mas aluno aprende
pouco
Rio não divulga
notas para evitar "julgamentos"
O preconceito está aí (Sexo &
Saúde)
Que
universidade é essa?
JORNAL DO BRASIL - RJ
Braços abertos contra a ansiedade
infantil
Diploma(ticos) da cozinha (Artigo)
O ESTADO DE S. PAULO - SP
Mais uma escola cancela aulas em São
Paulo
"É preciso
demitir maus professores"
O GLOBO
Divisionismo
(Artigo)
Educação: 4
estados não investem como manda lei
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| FOLHA DE S. PAULO - SP | BRASIL | NOTAS | 22/06/2009 |
| Lula e SP 1 (Painel) |
| Em recente conversa
reservada, Lula apontou Antonio Palocci como seu favorito para representar
o PT na disputa pelo governo de São Paulo. Mas manifestou preocupação com
a demora do Supremo em decidir se arquiva ou não a denúncia contra o
ex-ministro no caso do caseiro. Citou também o desempenho modesto de
Palocci nas pesquisas.
Lula e SP 2 Feitas as considerações sobre Palocci, Lula aventou a hipótese FERNANDO HADDAD (que não vai melhor nas pesquisas) e cobriu de elogios o ministro da Educação. Sobre Ciro Gomes (PSB-CE), que alguns petistas querem transplantar para São Paulo, o presidente não disse palavra. |
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| FOLHA DE S. PAULO - SP | COTIDIANO | MATERIA | 22/06/2009 |
| Nota melhora, mas aluno aprende pouco |
| Na rede pública do Rio,
mais de 70% dos estudantes avaliados têm conhecimento abaixo do apropriado
ANTÔNIO GOIS DA SUCURSAL DO RIO
As médias dos estudantes da rede estadual do Rio melhoraram de 2006 a 2008, porém mais de 70% dos alunos em todas as séries e disciplinas avaliadas ainda têm nível de conhecimento considerado abaixo do adequado. As maiores dificuldades foram verificadas em matemática e nas séries mais avançadas do ensino médio. Nessa disciplina, apenas 5% dos estudantes do último ano tiveram desempenho adequado. O Estado estipulou suas metas tendo como base a escala criada pelo Todos Pela Educação, movimento que estipulou objetivos de melhoria do ensino até 2022. Para 2008, a meta do Estado era ter 13% dos alunos do 3º ano do ensino médio com conhecimento adequado em matemática. Essas são revelações do Sistema de Avaliação da Educação do Estado do Rio de Janeiro. Foram aplicadas provas de língua portuguesa e matemática em três séries: o 5º e o 9º ano do ENSINO FUNDAMENTAL e o 3º ano do ensino médio. Na comparação com o exame de 2006, o único segmento onde houve queda na média dos alunos foi o 5º ano do ENSINO FUNDAMENTAL em matemática, com leve oscilação negativa de 1,6%. Nas demais provas, houve avanços, entre 1,9% e 5,2%. Para Teresa Pontual, subsecretária estadual de educação, o fato de ter havido crescimento das médias em cinco de seis provas em relação a 2008 mostra que há uma tendência de melhoria, mas ela admite que é pouco para comemorar. |
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| FOLHA DE S. PAULO - SP | COTIDIANO | MATERIA | 22/06/2009 |
| Rio não divulga notas para evitar "julgamentos" |
| DA SUCURSAL DO RIO
Diferentemente do que ocorre nas avaliações do MEC e de SP, a Secretaria de Estado da Educação do Rio optou por não divulgar as médias por escola, evitando que fossem identificadas as piores ou as melhores. Os resultados serão mandados para cada diretor, que poderá compará-los com as médias de sua coordenadoria, cidade e Estado. "É muito importante mudarmos a forma como é vista a avaliação, geralmente, com intenção punitiva, de julgamento, e não como um diagnóstico para avançarmos", diz a secretária de Educação, Tereza Porto. A secretaria está nomeando um orientador de gestão para de cada sete a dez escolas. O orientador visitará cada escola pelo menos duas vezes ao mês As visitas serão para ajudar os diretores a buscar soluções na melhoria do desempenho dos estudantes e ajudar na implementação de políticas pedagógicas do Estado e do MEC. A segunda medida para a melhora dos pontos fracos é a aplicação de um curso à distância sobre gestão educacional para todos os diretores e pelo menos um professor de português e de matemática de cada escola. Outra preocupação da secretaria é fazer com que os diretores e os professores saibam que habilidades são cobradas dos alunos nas avaliações, para que possam se preparar para elas.
Avaliação O Saerj (Sistema de Avaliação da Educação do Estado do RJ) foi realizado pelo Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora. As escalas das provas de português e matemática são as mesmas dos exames federais (Prova Brasil e Saeb), o que permite a comparação das médias. |
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| FOLHA DE S. PAULO - SP | FOLHATEEN | MATERIA | 22/06/2009 |
| O preconceito está aí (Sexo & Saúde) |
| O preconceito dentro da
escola piora o desempenho dos alunos. Esse foi o principal resultado de
uma pesquisa divulgada na última semana aqui na Folha, feita pela Fundação
Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), a pedido do Ministério da
Educação.
Foram entrevistadas mais de 18 mil pessoas (alunos, pais, diretores, professores e funcionários) de 0 escolas públicas de todo o Brasil. Quanto maior a discriminação e o preconceito na escola, piores foram as notas dos alunos na Prova Brasil de 2007, que avalia conhecimentos de português e de matemática. Quase 20% dos alunos reclamaram que sofreram algum tipo de preconceito por serem negros, pobres ou homossexuais, e 10% sofreram preconceito por serem mulheres. E o preconceito não é um fenômeno só da escola pública. Em pesquisa que coordenei em 2007 sobre valores e atitudes, com cerca de 7.000 alunos de escolas particulares do país, com o apoio do Portal Educacional, do Grupo Positivo, ele também apareceu. Apesar de 82% dos jovens dessa pesquisa não se considerarem preconceituosos e mais de % acharem que "nada a ver ter preconceitos" ou que "preconceito atrapalha o país", veja o que aconteceu, na prática: 25% pensam que ter um ou outro preconceito é inevitável; apenas 32% tentariam fazer um amigo preconceituoso mudar de ideia; 26% se incomodariam em ter vizinhos gays e quase 40% não gostariam ou se afastariam do melhor amigo se ele dissesse que é homossexual. Na avaliação dessa mesma pesquisa, 40% dos jovens disseram que já foram vítimas de algum tipo de preconceito! Foi curioso notar a diferença entre a autoavaliação dos jovens (não se julgam preconceituosos) e as atitudes de intolerância e discriminação que eles acham que, vez ou outra, são inevitáveis. Como assim? Em uma cidade que ostenta uma das maiores paradas gays do mundo, são inconcebíveis crimes de ódio e intolerância. Da mesma forma, em um país como o nosso, cheio de contrastes culturais, religiosos, sociais etc., é inadmissível que alguém sofra discriminação por ser diferente. Agora a gente já sabe que não são só o álcool, a maconha, as questões emocionais e as doenças que fazem os jovens irem mal na escola. O preconceito também! E o que você faz para mudar isso? |
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| FOLHA DE S. PAULO - SP | MAIS! | MATERIA | 21/06/2009 |
| Que universidade é essa? |
| Distinção entre poder e
autoridade é crucial para entender a crise por que passa a USP
RENATO JANINE RIBEIRO ESPECIAL PARA A FOLHA
A USP é a melhor universidade da América do Sul. E é a única universidade pública brasileira que não tem eleições diretas para reitor. Esses dois traços estão ligados ou não? Parte da comunidade acredita que ela é a melhor porque não cai na demagogia. Outra parte acha que não ter eleições diretas é sério déficit democrático. Muito da discussão se deve a uma confusão entre poder e autoridade. Na academia, o que conta é autoridade. Ter autoridade não é mandar. "Auctoritas" é algo difuso. Vem do latim "augere" -crescer, desenvolver, animar, embelezar-, que, por sinal, também dá "augusto". Expressa um sentido moral, um respeito à qualidade. Passa pelo reconhecimento do mérito no pensar, no criar. Na democracia, o poder vem da eleição. Mas nem voto nem nomeação dão autoridade. Dentro da academia, um poder sem autoridade é vazio. Uma universidade ou um departamento chefiados por quem não tem autoridade acadêmica perde em respeito.
Povo USP Assim, primeiro ponto: uma universidade deve ter qualidade. Esse é o seu diferencial específico. Deve formar bons alunos, mas, se tiver ambição de liderança, deve formar doutores muito bons e fazer pesquisa entre boa e ótima. Isso a USP faz. Segundo: "democracia", o poder do povo, exige uma pergunta. O que é o povo? Há um "povo USP", composto de seus docentes, funcionários e alunos, que teria o direito ético de eleger a direção da universidade? Não. O povo que existe é o paulista, que sustenta a USP. Os servidores, docentes ou não, que ele paga, e os alunos, que recebem de graça um ensino muito bom, não são um povo. Ninguém de nós cogitaria que a direção das secretarias de Estado fosse eleita por seus funcionários, ou a dos hospitais pelos seus servidores. Mas, se o reitor da USP fosse nomeado (e demitido) pelo governador como um secretário de Estado, seria um desastre. A autonomia é necessária -justamente, porque a universidade se distingue por sua qualidade. Sou contra a "meritocracia". Numa democracia, o poder ("kratos") é do povo. Ter poder implica definir metas para o governo. A universidade é um meio excelente para certos fins que nossa sociedade consensuou democraticamente: formação de profissionais (na graduação) e, nas melhores instituições, formação de pesquisadores e avanço na pesquisa. Sendo um meio, a universidade tem de ser muito boa. Daí que nela deva contar não o poder, mas a autoridade. O governador recebe poder do povo. Já a autonomia da universidade decorre de sua autoridade. Isso a deve afastar dos confrontos partidários -cujo lugar correto está na disputa pelo poder político. A pesquisa pós-graduada constitui o segredo interno da boa universidade. Ninguém sabe disso fora dela. Quando a imprensa ou os políticos se debruçam sobre as universidades, quando discutem vestibular ou cotas, pensam na graduação. Mas o que distingue uma universidade em segundo grau -isto é, aquela que forma quadros para serem criadas e desenvolvidas outras instituições de ENSINO SUPERIOR, fazendo o que chamamos de "nucleação" (isto é, formar núcleos de bons docentes)- é sua pujança na pós-graduação. E isso porque, no Brasil, à diferença dos EUA, quase toda a pesquisa, inclusive parte da tecnológica, se faz nas universidades. Mas quem é o sujeito da autonomia, quem -dentro da universidade- detém legitimidade para, em nome dela ("autos"), dar-lhe suas regras, suas leis (o "nomos")? Aqui está o problema. Neste ano, teremos a sexta eleição para reitor por regras que fazem com que, depois de um primeiro turno em que votam mais de 1.200 membros das congregações e conselhos, o nome se defina num segundo turno restrito aos 256 membros dos conselhos centrais. Das cinco eleições realizadas desde 1989, só numa venceu um candidato de oposição ao reitor. Milhares de docentes doutores nem sequer votam no primeiro turno, e o segundo turno é próximo demais do poder. Isso não é bom. Afasta o reitor da comunidade. Tal situação favorece a greve de (quase) todo outono e a reivindicação, que não tem apoio da maioria acadêmica, por eleições diretas. Por que digo que não tem apoio? Porque em nenhuma escolha depois de 1985 houve um candidato sequer que fosse à consulta direta. Todos aceitaram as regras do jogo. Mas ficou uma distância entre o reitor e sua comunidade, que o enfraquece.
Outro sistema Na comunidade acadêmica, muitos não aceitam eleições diretas. Vários bons pesquisadores prefeririam um sistema que funciona bem, fora da América Latina: o do comitê de busca que entrevista os selecionados e, em razão de seu currículo e de seus projetos, escolhe o reitor. Mas não creio que esse sistema funcione aqui, porque contraria as tradições construídas nas últimas décadas e que tendem à eleição. Nosso sistema foi testado, está superado e defendo sua mudança para o futuro. Mudá-lo a quatro meses das eleições seria ilegítimo. Mas ele precisa ser ampliado. Concluindo: primeiro, toda e qualquer mudança na direção da universidade só terá valor se aumentar, e não diminuir, a qualidade da pesquisa científica que fazemos. É por isso que muitos se opõem à eleição direta, na qual veem a subordinação da qualidade a questões políticas, a redução da autoridade ao poder. Segundo, precisa aumentar sensivelmente o colégio que escolhe o reitor. Pessoalmente, defendo que um colégio mais amplo -que inclua os membros dos conselhos departamentais e das comissões estatutárias nas faculdades- vote no primeiro turno; que o segundo turno também se amplie, talvez com o mesmo colégio; e que se negocie com o governador a substituição da lista tríplice por uma representação da sociedade no colégio eleitoral, de modo que a eleição do reitor se complete pelo voto. Há, sem dúvida, outras propostas de ampliação. Mas qualquer mudança na eleição só tem sentido se for para aumentar a legitimidade do reitor -fazê-lo mais representativo, sim, mas lhe dar maior "auctoritas". Na USP, a autoridade foi para os líderes de bons grupos de pesquisa. A reitoria precisa recuperar a liderança, mas esta não é questão de poder, e, sim, de qualidade.
RENATO JANINE RIBEIRO é professor titular de ética e filosofia política na USP e foi diretor de avaliação da Capes entre 2004 e 2008. É autor de "O Afeto Autoritário" (ed. Ateliê). |
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| JORNAL DO BRASIL - RJ | RIO | MATERIA | 22/06/2009 |
| Braços abertos contra a ansiedade infantil |
| Escolas começam a usar
ioga para ajudar seus alunos a relaxarem
Ana Paula Verly
A pressão de professores e pais, às vésperas de um encontro de poesia, deixou os alunos da educação infantil da Escola Pedra da Gávea, na Barra, estressados. Em meio ao rebuliço em torno da organização do evento, um deles, na faixa dos cinco anos, chamou os outros para fazerem uma roda de ioga.
- Foi uma atitude espontânea e impulsiva para trazer a calma de volta - conta, orgulhosa, a instrutora de ioga francesa Nathalie Brahmani Fourgeret, criadora do método, praticado por alunos do maternal à primeira série na Pedra da Gávea, há quatro anos.
São exercícios de relaxamento, alongamento, concentração, respiração e meditação associados às posturas da hatha yoga, praticados na hora da entrada, na volta do recreio e toda as vezes em que a turma fica exageradamente agitada, o que é comum na faixa etária. Bastam dez minutos ao som de um mantra e os próprios professores, treinados por Nathalie, conseguem colocar os pequenos nos eixos, pedindo a eles para mentalizarem florestas, animais, praias e paisagens.
- São ensinamentos para toda a vida. Eles passam a perceber que o estresse não é o estado natural deles e que, nessas horas, precisam voltar ao estado de paz. Isso vai ser aplicado no futuro, na vida profissional, na universidade, na vida adulta - diz a instrutora, com a experiência de quem morou anos na Índia, país com a prática de ioga bastante difundida nas instituições de ensino.
Na França, na Inglaterra e nos Estados Unidos, os benefícios da filosofia oriental estão em livros e DVDs para crianças, inclusive com animações do elefante Babar fazendo ioga e ensinando as crianças. A ioga nas escolas foi idealizada pelo mestre indiano Saraswati Satyananda, na Bihar School of Yoga, de onde partiram os ensinamentos implantados nas universidades e na educação infantil na Índia, há cerca de 20 anos. Além de tranquilizar os alunos, o trabalho também é voltado para o controle emocional dos professores - aqueles que cuidam das crianças.
Na Pedra da Gávea, os pais também podem fazer um curso para aprenderem a praticar com elas em casa, como ensinam os DVDs importados. A idéia de criança concentrada entoando o "Om" (som primordial da ioga) parece contraditória, mas funciona.
- Eles repetem tudo que os pais fazem. Se brigam, eles brigam. Se meditam, eles também - defende Nathalie.
Além de exercitar, a ioga desenvolve a concentração, a autoconfiança e a autodisciplina, que melhoram o rendimento escolar. A Escola Parque, na Gávea, desde março também oferece a prática, de forma extracurricular, aos alunos da educação infantil ao ENSINO FUNDAMENTAL. Os encontros acontecem duas vezes por semana e têm a duração de minutos.
- Além de aliviar o estresse, melhora a relação entre eles - comenta a coordenadora Eliane Cordeiro.
É o que também percebe o educador e diretor do Colégio Andrews, Pedro Flecha Ribeiro, desde que a unidade adotou a ioga na educação infantil, há três anos. Durante os exercícios, os professores aproveitam para "trabalhar" temas subjetivos abordados em salas de aula durante o ano todo. O de 2009 é: "O que é ser humano?".
- A meditação, um momento de entrar em contato consigo mesmo, favorece o desenvolvimento e o aprendizado. São objetivos educacionais mais amplos, que ultrapassam a preocupação exclusivamente pedagógica. A escola se preocupa com formação do sujeito. Se ao longo do período escolar o aluno conseguir ter maior contato consigo mesmo, é um avanço. E as crianças gostam - garante. |
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| JORNAL DO BRASIL - RJ | SOCIEDADE ABERTA | ARTIGO | 22/06/2009 |
| Diploma(ticos) da cozinha (Artigo) |
| Silvana Costa Moreira
Não, Excelentíssimo senhor ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, não deveríamos ser comparados a cozinheiros, mas talvez à algum produto comercializado nas feiras livres. "Quem quer ser jornalista?", "Vamos comprar, freguesa, que a notícia tá fresquinha".
Concordo, Excelentíssimo, quando o senhor afirma que "a formação específica em cursos de jornalismo não é meio idôneo para evitar eventuais riscos à coletividade ou danos a terceiros". Acrescento a isso que nenhum curso de ENSINO SUPERIOR o é, e que tampouco a finalidade de um curso de jornalismo seja essa. Jornalismo é uma ciência!
Um dos pioneiros a reconhecer tal fato foi o teórico alemão Otto Groth, ao revelar, na primeira metade do século 20, que o exercício diário do jornalismo exige uma metodologia científica no desenvolvimento de uma reportagem, passos que se repercutem independentemente da sociedade e da sua cultura específica.
Para o jornalista e teórico José Marques de Melo, o jornalismo pode ser definido como "ciência que estuda o processo de transmissão oportuna de informações da atualidade, através dos veículos de difusão coletiva". Portanto, uma formação básica é fundamental para o exercício do jornalismo.
Mas quem irá questionar a legitimidade da decisão judicial? Eu, estudante de jornalismo do último semestre que um dia acreditou ser, essa profissão, o caminho para termos um mundo melhor, uma sociedade mais justa e digna? Eu, que estudei para ser aprovada em um curso de jornalismo de uma universidade pública, gratuita e de qualidade? Pra quê? Tudo utopia: nem o curso de jornalismo nem a universidade com essas adjetivações existem. Talvez os meios ditos "legais" devessem se preocupar com esse assunto: educação. Ainda mais quando o referido ministro afirma que "o fato de um jornalista ser graduado não significa mais qualidade aos profissionais da área". Qual o escopo de uma universidade? Pelo visto, nos cursos de direito, tão exigentes e idôneos, estão ensinando a fazer comida.
A decisão do STF foi um golpe sim, mas não apenas para os estudantes de jornalismo ou jornalistas por formação, mas principalmente para a sociedade brasileira. Que jornalismo teremos? Qual jornalismo queremos? Por que e para que ser jornalista? Qual sentido dessa "profissão"? Que liberdade de imprensa é essa que cala os próprios jornalistas? Meio adequado é a justiça, esse sim é isento de erros ou danos. Pela lógica do ministro Cezar Peluso, teremos agora a garantia de um jornalismo sem deficiência de caráter, retidão e ética. A mim, só restam dúvidas...
* Silvana Costa Moreira é estudante. |
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| O ESTADO DE S. PAULO - SP | VIDA | MATERIA | 22/06/2009 |
| Mais uma escola cancela aulas em São Paulo |
| Colégio Magno teve dois
alunos infectados pelo vírus na Argentina
Filipe Serrano
O Colégio Magno, na zona sul de São Paulo, decidiu ontem adiantar as férias escolares em uma de suas unidades após confirmar que dois alunos contraíram o vírus da gripe suína. É a segunda escola da capital a tomar essa decisão - na sexta-feira, o Pueri Domus, também com dois alunos doentes, adotou a mesma medida preventiva.
Os dois garotos, do 5º e do 9º ano da Unidade Sócrates, no Jardim Marajoara, são irmãos e voltaram de uma viagem à Argentina no feriado de Corpus Christi. Eles tiveram febre, mas já se sentem bem e se recuperam em casa,segundo a diretora do Magno, Myriam Tricate.
O mais novo foi o primeiro a se sentir gripado e, no sábado, houve a confirmação da infecção pelo vírus A(H1N1). O jovem esteve no colégio apenas na terça-feira. Já o irmão do 9º ano apresentou os sintomas depois e frequentou as aulas durante três dias. Ontem foi confirmado que ele também tinha o vírus.
Ainda segundo a diretora, o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) acompanhou os dois casos e levantou os nomes dos alunos que frequentam as salas dos meninos gripados para também monitorá-los.
Myriam conta que o CVE sugeriu a suspensão das aulas apenas nas classes dos meninos, mas o colégio preferiu adiantar as férias - que começariam na próxima semana - em toda a unidade, que tem cerca de mil alunos. A festa junina, programada para ontem, foi cancelada. "Achamos mais prudente suspender as aulas em todo o colégio para os pais se sentirem mais confortáveis", afirma.
Nem ela nem o Ministério da Saúde souberam dizer se os meninos estão entre os 84 novos casos confirmados neste fim de semana no País. A escola optou por não divulgar os nomes nem as idades dos alunos. |
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| O ESTADO DE S. PAULO - SP | VIDA | ENTREVISTA | 22/06/2009 |
| "É preciso demitir maus professores" |
| Eric Hanushek:
professor da Universidade de Stanford e integrante da Academia Nacional
para Educação dos EUA; Voz influente no debate sobre investimento em
educação, especialista defende aumentos apenas para os melhores mestres
Sergio Pompeu
Professor da Universidade de Stanford e integrante da Academia Nacional para Educação dos Estados Unidos, Eric Hanushek tem sido uma das vozes mais influentes no debate sobre um tema fundamental para o Brasil: a importância do investimento em educação para o desenvolvimento econômico de um país. Hanushek alerta para o fato de que nem sempre a eficiência dos sistemas educacionais está umbilicalmente ligada ao gasto no setor. O pesquisador, que participa na quarta-feira de um debate organizado pela Fundação Itaú Social, em São Paulo, argumenta que os EUA, por exemplo, gastam mais que países europeus, mas seus alunos têm notas inferiores em testes internacionais. Para ele, a saída passa por pagar melhor a professores que melhoram o nível de aprendizado dos alunos. E pela possibilidade de dispensar maus profissionais. "Estaríamos melhor se nos livrássemos dos professores particularmente ruins", disse, em entrevista ao Estado, por telefone, de Nova York.
Há um certo consenso no Brasil de que a economia melhorou, o País tem uma democracia estável, tem recursos naturais. Mas especialistas alertam que um entrave ao desenvolvimento econômico é a falta de educação de qualidade. Qual o peso disso para o País hoje?
Tenho trabalhado com dados da América Latina e toda a região tem o desenvolvimento retardado pela falta de qualidade das escolas. Basta ver o Pisa (teste internacional de habilidades básicas de estudantes de 15 anos), no qual o Brasil está bem atrás de todo o mundo desenvolvido e do Sudeste Asiático. Acho que este é o grande problema do Brasil.
Um de seus trabalhos menciona o fato de o Brasil ficar no nível da Albânia em alfabetização. Quanto tempo leva para sair de uma situação desastrosa como essa?
Não temos tanta experiência com países em desenvolvimento. Sabemos de alguns países europeus. A Finlândia é um exemplo sempre citado: nos últimos 20 anos, melhorou dramaticamente o nível de suas escolas. É uma tarefa difícil, porque exige mudanças efetivas na estrutura das escolas. Em países como o Brasil há uma presença muito forte dos sindicatos nas escolas e as pessoas não aceitam muito as mudanças. Você está falando de movimentos de longo prazo, que podem levar 30 anos. É difícil ter uma liderança política que persista na ideia de reformar escolas por 30 anos. A maioria dos líderes está preocupada com a semana que vem, uns poucos com o ano que vem e não muitos com os próximos dez anos.
O sr. tem alertado sobre o fato de os Estados Unidos ficarem atrás de outros países desenvolvidos quando se olha o desempenho de alunos em testes internacionais. O país tem um grande investimento nessa área. O que está errado?
Como vocês aí, aqui há grandes sindicatos que não querem ver mudanças na escolas. Temos sido bem-sucedidos porque nossas universidades são melhores que a de outros países e por ter um melhor ambiente institucional, com livre comércio e respeito aos direitos de propriedade. E também temos a possibilidade de importar bons trabalhadores. Tenho amigos brasileiros aqui que são pessoas brilhantes.
Mas, ENSINO SUPERIOR à parte, há um problema de qualidade no sistema educacional dos EUA?
Definitivamente. A maior parte do meu trabalho é devotada a buscar meios de resolver isso. O problema dos EUA é muito parecido com o do Brasil: é assegurar que você tenha professores realmente bons nas salas de aula. É difícil.
Em São Paulo, o governo concedeu um bônus recentemente aos servidores da Educação e foi muito criticado por professores. Eles afirmam que todos os docentes deveriam ganhar mais, o que ecoa uma visão aceita na sociedade de que são mal remunerados. Mas suas pesquisas indicam que aumentos de salários para todos não melhoram o nível da educação.
Parto do princípio de que, se você tem exatamente as mesmas pessoas na sala de aula e apenas paga melhor, o único meio de obter melhorias é se elas trabalharem mais duro. E nos EUA não há evidência de que elas farão isso se você pagá-las um pouco melhor. Então, você pode conseguir alguma mudança no longo prazo, mas isso se outras pessoas forem encorajadas a se tornarem professores por causa dos salários mais altos. A situação do Brasil pode ser diferente. Da última vez que olhei o mercado de trabalho do País, vi que há vários professores com segundo emprego e muito absenteísmo. Então, é provável que, se pagar um bônus, você consiga fazê-los comparecerem mais. Agora, se você só der um aumento geral de salário, as evidências são de que os professores não tendem a ir à escola mais frequentemente. Eles ficam com o dinheiro extra e com o segundo emprego.
A ideia, então, é atrelar os pagamentos à performance em testes como o Pisa?
Exato. Mas você tem de ser cuidadoso quando atrela pagamento a performance, porque precisa olhar para o quanto um professor influencia no aprendizado. O problema é que sabemos que algumas crianças chegam à escola melhor preparadas que outras, por causa do que suas famílias lhes ensinam. E você não quer pagar o professor pelo que os pais do aluno fizeram.
E como medir exatamente a melhoria que está ligada ao trabalho do professor?
O que você precisa fazer é dar testes como o Pisa no começo e no fim do ano.
Voltando às resistências à mudança: as pressões nos EUA não se comparam às do México, por exemplo, onde a proposta de acabar com o emprego vitalício de professores provocou greves.
Isso acontece em vários lugares, em parte porque você não pode impor grandes mudanças só porque é governo. Você não pode apenas dizer: "Sabemos que você tinha um contrato de emprego vitalício, mas queremos quebrá-lo." Nos EUA, no México e no Brasil é preciso, talvez, "comprar de volta" alguns direitos, pagar mais para que eles aceitem um novo contrato. Particularmente em sistemas econômicos modernos, você não pode mudar as regras no meio do caminho sem consultar as pessoas.
O Brasil já montou uma estrutura de avaliação da qualidade da educação. Mas ainda não temos testes que analisem o quanto o professor contribuiu efetivamente para o aprendizado do aluno.
É muito bom ter um sistema de avaliação que te dê informação objetiva. Mas aqui nos EUA, pelo menos, não há dúvida de que todos na escola - o diretor, os colegas, os pais - têm praticamente a mesma visão sobre quem são os bons professores. Uma pesquisa usou testes para medir o valor adicionado pelo professor ao aprendizado e também pediu aos diretores de escola que avaliassem os profissionais. Os resultados são consistentes no quarto superior e no quarto inferior. Os melhores e os piores professores são os mesmos tanto na avaliação do diretor quanto no teste objetivo. Para os que ficam na posição intermediária é difícil fazer um ranking preciso. Mas você consegue colocar os professores nessas grandes categorias de forma razoavelmente acurada.
E o que fazer a partir disso: pagar mais aos melhores, qualificar os médios e se livrar dos piores?
Sim, em linhas gerais, apesar de não termos muita evidência de que você torna alguém melhor dando cursos. Mas temos evidência, sim, de que estaríamos melhor se pudéssemos nos livrar dos professores que são particularmente ruins.
Qual sua opinião sobre a administração Barack Obama? Ele e seus assessores têm uma visão correta sobre a questão educacional?
Como no Brasil, o governo federal não tem muito poder sobre a educação, feita nos Estados. Mas parte do dinheiro do plano do estímulo à economia é reservada à educação e Obama prometeu apoiar Estados com bons sistemas de prestação de contas ou que se preocupam em premiar bons professores. O importante é que Obama tem dito as coisas certas. |
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| O GLOBO | OPINIÃO | ARTIGO | 22/06/2009 |
| Divisionismo (Artigo) |
| Há no Brasil um debate
efervescente sobre a ideia de implantar cotas raciais como critério de
acesso às universidades federais. Os defensores da tese argumentam que é
necessário reparar as injustiças históricas causadas pela escravidão, que
geraram no Brasil uma sociedade profundamente desigual, sendo os negros
sua principal vítima.
O Brasil é realmente um país injusto.
A distribuição da renda, medida pelo indicador de Gini, coloca o país entre as dez nações de maior desigualdade social do mundo. As causas dessa realidade perversa são várias: a colonização baseada na expropriação das riquezas nacionais, o absoluto descaso com uma educação pública e universal e, sem nenhuma dúvida, o regime de escravidão que foi o último a ser abolido entre todos os países ocidentais.
Por que ser contra uma política afirmativa de cotas raciais em um contexto como esse? A resposta fundamenta-se em vários argumentos, apresentados a seguir: 1 Reparar essas enormes injustiças históricas exige, sim, políticas afirmativas e compensatórias. Mas elas devem ser extensivas a todos os pobres. Todos eles, sem exceção, sofrem as consequências da falta de oportunidades, da exclusão e da pobreza. Não é aceitável, portanto, na hora de implantar essas políticas, separá-los pela cor da pele. Qual a diferença entre uma criança branca pobre e uma criança negra pobre, que sejam vizinhas em qualquer favela do país? 2 A escravidão é uma cicatriz que não pode ser negada. E sua maior consequência é que os negros são as maiores vítimas do fenômeno da desigualdade no país. Eles estão em maior proporção entre os mais pobres. Se o que se defende aqui são políticas afirmativas para os mais pobres, evidentemente, a população negra será a mais contemplada por essas políticas.
3 A sociedade brasileira é injusta.
Mas ela construiu um patrimônio único: o Brasil é, indiscutivelmente, a nação mais misturada do mundo. Não é correto tentar separar artificialmente o que naturalmente se misturou.
4 Os mais recentes estudos sobre o código genético mostram, com toda clareza, que é impossível definir raças sob o ponto de vista científico.
Pertencemos a uma única raça. A raça humana.
5 Não é admissível, depois dos desastres históricos vividos por nações que adotaram o critério racial para orientar a ação do Estado, um retrocesso.
Aceitar essas ideias é, por definição, aceitar um Estado baseado em uma ordem jurídica racista, a ser operada por tribunais raciais, instituições cujo destino deve ser o lixo da história.
6 Alguns apresentam a experiência americana como um caso de sucesso das políticas afirmativas das cotas raciais. No entanto, nada é tão diferente quanto a formação da sociedade brasileira e a formação da sociedade americana sob o ponto de vista étnico.
7 Alguns também afirmam, com razão, que existe preconceito racial no Brasil. Mas, para combater o preconceito, o instrumento adequado não é uma lei racial.
O Brasil tem uma agenda de grandes desafios pela frente: melhorar a educação básica e o sistema público de saúde, combater a violência nos grandes centros urbanos, aprimorar legislação do trabalho e o sistema tributário, investir em infraestrutura social e econômica, e proteger seu imenso patrimônio ambiental, entre outros. O tema das cotas raciais não se incorpora a esse conjunto por ser inadequado, divisionista e ultrapassado. RAUL HENRY é deputado federal (PMDB-PE) |
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| O GLOBO | O PAÍS | MATERIA | 22/06/2009 |
| Educação: 4 estados não investem como manda lei |
| MEC revela também que
165 municípios descumprem Constituição; Santana do Matos (RN) gasta só
2,06% do orçamento
BRASÍLIA e SANTANA DO MATOS (RN). Todas as manhãs, caminhões circulam pelas principais ruas de Santana do Matos, no sertão do Rio Grande do Norte, transportando na carroceria crianças e adolescentes para as 19 escolas da rede municipal de ensino. Os moradores já estão acostumados com a irregularidade, já que o município não possui transporte escolar. Além disso, boa parte das escolas está caindo aos pedaços e há até buracos nos pisos das salas.
Santana do Matos, a 190 quilômetros de Natal, com 15 mil habitantes e 2.400 alunos, é o município do país que menos investe em educação, de acordo com levantamento do Ministério da Educação (MEC) concluído na semana passada. Pela Constituição, estados e municípios são obrigados a aplicar 25% de sua receita no ensino.
Santana do Matos gasta só 2,06%, segundo o Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Educação (Siope).
É por isso que na creche Almira Melo, onde são atendidas 245 crianças, a diretora Ana Lúcia dos Santos reclama da falta de refeitório, da péssima iluminação e do parquinho que foi interditado porque a madeira apodreceu. Numa das salas, um buraco é visível e já apareceu até cobra, segundo Ana Lúcia: - As crianças aqui comem na sala de aula mesmo e não têm espaço para recreação. Depois de muitos pedidos, só agora vieram cortar o mato.
O balanço do MEC, com dados de 2008, revela que quatro governos estaduais e 165 prefeituras aplicaram menos de 25% de sua receita em educação, contrariando a Constituição. Estão na lista os governos do Rio Grande do Sul (18,44%), da Paraíba (23,11%), de Sergipe (24,20%) e de Mato Grosso (24,79%), que negam a irregularidade.
Entre os 165 municípios, quatro são do estado do Rio: Mesquita (21,73%), Valença (23,24%), Japeri (23,73%) e Itaguaí (23,97%).
Mais de mil municípios não transmitiram dados ao MEC O Siope é alimentado diretamente por estados e municípios.
Mas isso não significa que eles concordem com os resultados.
Tanto que o sistema já é alvo de ações na Justiça. As divergências giram em torno da fórmula usada para calcular os índices e dos itens classificados como gastos em educação.
Os 165 municípios em situação irregular, segundo o Siope, correspondem a 3% do total de 4.464 prefeituras que já prestaram informações. Mais de mil municípios ainda não transmitiram dados ao MEC. Seis estados estão na mesma situação: Minas, Paraná, Alagoas, Goiás, Rondônia e Roraima.
O quadro revelado pelo Siope impressionou o presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Carlos Eduardo Sanches, que é secretário municipal de Castro, no Paraná: - É difícil entender: para onde estão indo os recursos? Investimento menor do que 25% é resultado da má gestão. A gente só vai melhorar a qualidade da educação quando houver mais dinheiro. Mas também é preciso melhorar a gestão.
Ele ressalva, porém, que índices tão abaixo dos 25%, como em Santana do Matos, podem ser resultado de erro de informação.
Independentemente disso, o município tem um Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) abaixo da média nacional: na escala até dez, Santana do Matos tem Ideb de 3,2 da 1aà 4asérie do ENSINO FUNDAMENTAL, ante 4,2 da média nacional. Nas turmas de 5aa 8asérie, seu Ideb é ainda pior: 2,3.
Das dez cidades com menores índices de investimento em ensino no Siope, sete têm Ideb abaixo da média nacional de 1 aa 4 asérie. O mesmo ocorre com seis delas nas escolas de 5aa 8asérie.
Para a Unesco, falta compromisso com educação Os gastos abaixo do exigido pela Constituição preocupam a Organização das Nações Unidas para a Ciência, a Educação e a Cultura (Unesco).
- Isso mostra um frágil compromisso com a educação, num momento em que a sociedade brasileira se mobiliza para evoluir e atingir metas - diz o consultor em educação da Unesco no Brasil, Célio da Cunha.
Ginásio em vez de escola SANTANA DO MATOS. As escolas de Santana do Matos podem estar precisando de reformas e ampliações, mas a cidade tem um moderníssimo ginásio poliesportivo e, neste momento, o prefeito Francisco Assis da Silva (PSB) se dedica à construção de uma pracinha com piso de pedras portuguesas. A prioridade para obras com mais visibilidade é admitida até pelo secretário municipal de Educação, Luiz Soares.
- Infelizmente, a maioria dos prefeitos brasileiros privilegiam as obras que aparecem mais e não investem em educação, como preconiza a Constituição - diz ele, lembrando que o Ministério Público poderia ser acionado para que a lei fosse cumprida.
Já Francisco da Silva contesta os números do MEC, afirmando que investe muito mais do que os 2,06% do relatório oficial. Segundo o prefeito, o município investiu R$ 5,3 milhões em educação em 2008, o que corresponde a 37% da receita líquida de Santana do Matos, de R$ 14,4 milhões no ano. O prefeito diz, ainda, que gasta mensalmente R$ 54 mil com transporte escolar, e que realizou várias obras para o município, como a construção de praças, de um ginásio esportivo e de 200 casas populares. |
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